Um ciclista que vinha pela estrada a caminho do trabalho, de repente foi empurrado pra fora da pista pelo deslocamento de ar provocado por uma carreta que o ultrapassou em alta velocidade e em seguida, o vácuo produzido pela mesma carreta, o puxou de volta para a pista, por sorte, não aconteceu nada de grave e ele continuou seu caminho.
Você deve estar se perguntando: “E dai, o que eu tenho a ver com isso?”
isso seria um acontecimento sem importância para muitos se não fosse por um detalhe, esse ciclista não era uma pessoa qualquer, era um engenheiro da agencia espacial do Estados Unidos da América, mais conhecida como NASA, Edwin J. Saltzman.
iDryden Flight Research Center, divisão da NASA dedicada a estudos do comportamento do ar ao redor das aeronaves — e esse “susto”, que poderia ter sido fatal, ajudou a mudar o destino do transporte rodoviário.
Pensando no acontecimento, Saltzman, junto com seus colegas, pegaram uma antiga van e modificaram sua carroceria com placas de alumínio para encontrar a pior aerodinâmica possível e deu certo!
Começaram então, a suavizar as bordas horizontais e verticais e chegaram a conclusão que as bordas arredondas das cabines dos caminhões resultavam em uma economia de combustível de 15% a 25%!
A ciência contra o arrasto invisível Isso acontece porque porque o segredo da aerodinâmica dos caminhões está na chamada "camada limite", que cria zonas de baixa pressão, ou vácuo, atrás do veículo, funcionando como se fosse um freio invisível.
Já nos carros de passeio, a aerodinâmica afeta o consumo apenas em velocidades muito altas, porém nos caminhões o arrasto torna-se relevante à partir dos 60 km por hora. Acima dos 90 km/h, pode representar mais de 60% da resistência total ao avanço.
Para combater esse efeito, a indústria de caminhões adotou soluções testadas pela NASA, como cabines arredondadas, saias laterais e defletores que reduzem o vão turbulento entre o cavalo e o reboque. Na traseira, o uso de abas aerodinâmicas ajuda a recompor o fluxo de ar, diminuindo o vácuo que puxa o caminhão para trás.